• Everaldo Vilela.
    Mineiro, 26 anos; Jornalista.
    Na maioria das vezes bem humorado.

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Invictus e a sutileza na grande tela

invictus_posterExpectativa muito grande pode gerar frustração.

Com Invictus dirigido por Clint Eastwood estrelado por  Morgan Freeman e Matt Damon não foi assim. Me arrepiei na primeira cena.

Deve ser difícil fazer um filme cujo final as pessoas já sabem. Prender atenção contando uma história de final conhecido é complicado. Mas é aí que entra a arte de contar uma história. A de Nelson Mandela renderia milhões aos cofres da sétima arte que se rendem a clichês, fórmulas prontas…

“Seria mais fácil fazer como todo mundo faz. O caminho mais curto. Produto que rende mais.”

Outras Frequências – Humberto Gessinger

Invictus é sutil. Bem dosado conseguiu escapar dos clichês e exageros típico em filmes que narram trajetórias vencedoras da vida real.

Por outro lado não caiu na armadilha da violência gratuita; sequer inflamou o Apartheid. Não foi necessário. Invictus não vem à reboque do regime de segregação racial. O importante é o homem símbolo da luta contra o regime. O homem que triunfou e em momento algum quis pagar com a mesma moeda. O homem que soube perdoar.

O que poderia ser mostrado em cenas fortes ficou também a cargo da sutileza. Em detalhes como o discreto, mas não menos marcante,  sorriso da empregada negra ao saber que o filho da família onde trabalha visitará o presidente. O filho é o capitão do time de rugby.

A seleção que tinha apenas um jogador negro era o símbolo do regime do Apartheid, da dominação branca. E foi justamente nela que Mandela uniu os sul-afrianos.

Há ainda o ponto de equilíbrio: Mandela não é endeusado no filme. É um sujeito comum.

Como se não bastasse há ainda um assunto que me enche os olhos: a capacidade do esporte de unir as pessoas.

Não vou falar de cenas do filme. Este post é apenas para registrar que Invictus é um filme excepcional.

 

Da sutileza na grande tela

O olhos de Camila Morgado no filme Olga sufocavam o espectador na sala de cinema com os closes do diretor Jayme Monjardim. O movimento rápido da câmera solta herdado da “Cidade de Deus”  em Tropa de Elite parecem terremotos na enorme tela do cinema.

Na tela do cinema as coisas tomam uma proporção exarcebada. Não sou especialista é apenas uma observação de quem frequenta essas salas escuras de imagem projetada.

Sherlock Holmes, em cartaz nos cinemas, é outro que preza pela sutileza:  nos faz rir sem os exageros do humor pastelão; sem o constrangimento da primeira vez ou dos ‘normais’.

Ser sutil não é fácil. Combinar leveza num golpe contundente é complicado. Tapa de luvas! A sutilezan não permite ir além da dose:  muito leve passa despercebida; frequente se torna comum, clichê; ácida se torna ironia…

Outros filmes sutis que eu indicaria são:

Edukators, Uma vida iluminada, O Escafandro e a Borboleta, Vermelho como o céu.

Vale lembrar: não sou especialista nem crítico de cinema (rsrs), são observações de quem não se apega a detalhes técnicos e que se deixa levar por uma boa história.

‘Bola fora’ nos gols do Fantástico

matador

Todos os que gostam de futebol certamente assistem no fim de cada domingo os  Gols do Fantástico principalmente depois que Tadeu Schimit criou uma forma toda irreverente de contar as glórias e lamúrias dos clubes Brasil afora.

Apesar dessa irreverência toda, neste último dia do mês de janeiro, Tadeu Schimit patinou feio ao criticar a comemoração de três jogadores: Diego Tardelli do Atlético-MG, Jorge Henrique do Corinthians e Alexandro do Internacional – veja aqui. Em suas comemorações os atletas fizeram um gesto comum no futebol: atiravam como se tivesse uma arma em punho.

Exagerada e, principalmente, desnecessária a crítica do apresentador.

Qualquer pessoa que tenha o mínimo de familiaridade com o futebol seja torcendo, analisando ou jogando sabe que é absolutamente comum o uso da expressão “matador” para designar o jogador que marca muitos gols. Inclusive o nome que damos a este jogador já nos remete a tiros: artilheiro que no dicionário Michaelis tem também por definição “futebolista hábil no chute em gol”. Diego Tardelli e Alexadro fazem jus à comemoração. Em 2009 disputavam a artilharia do Campeonato Nacional.

Associar o gesto dos jogadores à violência dos tempos atuais é um regresso. O futebol vem há muito tempo tentando desvincular sua imagem à da violência. As músicas novas das torcidas é uma prova deste amadurecimento.

Como se não bastasse, termos desta natureza são muito comuns na linguagem do futebol, e, obviamente, não são levados ao pé-da-letra. Hilário Franco Jr em seu livro sobre futebol chamado A Dança dos Deuses – futebol, sociedade e cultura diz que as partidas são denominadas: confronto, embate, batalha; e os artilheiros são ‘matadores’; o jogador ‘mata’ o lance e o time ‘mata’ a partida.

Em outro ponto comenta:

o jogo apresenta ambientação de claro sentido militar. A arena onde se desenrola é cercada por escudos, bandeiras, hinos e gritos de guerra das torcidas.

Repare: militar nos remete à artilharia; arena nos remete à batalha, embate. Muitos estádio são chamados de arena. [Arena da Baixada, por exemplo]; Jogos históricos costumam ser chamados de batalha como a recente Batalha dos Aflitos protagonizada pelo confronto entre Náutico e Grêmio.

Tomara que não vire moda condenar jogadores pelo gesto tão familiar no mundo do futebol. E que não se torne uma campanha, afinal, segundo meu amigo Breno, Galvão Bueno “entrou na causa”.

Fazer esta crítica à comemoração dos atletas é olhar o futebol de maneira primária – como vinte e dois homens correndo atrás de uma bola. O nosso futebol já está maduro o suficiente para não permitir observações tão simplistas. Às portas de sediar uma copa do Mundo não vamos agora procurar pêlo em ovo. Afinal, a imprensa em momento algum se ateve a isso. Tanto que as fotos de Tardelli fazendo o “condenado” gesto já estamparam muitos veículos de comunicação:

Clique aqui e leia mais…

Torcida do Galo larga na frente

Massa alvinegra tem o melhor público estreando em casa nesta temporada

Que a torcida do Galo comparece em peso no estádio disso todo mundo sabe. Ano passado o Galo teve a segunda melhor média de público do Brasileirão (38.761) ficando atrás apenas do Flamengo (40.036). Em 19 partidas o Galo levou 736.460 torcedores ao Mineirão.

Com o início dos campeonatos estaduais em 2010 a massa alvinegra já mandou seu recado e compareceu em excelente número para prestigiar a estréia do comandante Vanderlei Luxemburgo contra o América no Campeonato Mineiro. 39.123 torcedores pagaram para assistir a partida.

Dos vinte clubes que estão na primeira divisão do futebol brasileiro em 2010 o Atlético-MG é o que teve o melhor público em seu primeiro jogo diante da torcida. Na estreia do Flamengo – que teve maior média em 2009 – apenas 16.067 torcedores pagaram para ver a vitória do clube da Gávea sobre o Duque de Caxias no Maracanã.

Veja o público dos 20 clubes em suas estreias diante da torcida:

 

  Clube Público
1 Atlético MG 39.123
2 Corinthians 32.179
3 São Paulo 18.074
4 Flamengo 16.067
5 Grêmio 15.230
6 Cruzeiro 13.627
7 Fluminense 11.706
8 Santos 10.676
9 Vasco 10.613
10 Atlético PR 10.586
11 Barueri 10.031
12 Palmeiras 9.684
13 Internacional 7.815
14 Botafogo 7.474
15 Vitória 6.758
16 Goiás 4.423
17 Avaí 3.541
18 Atlético GO 3.531
19 Guarani 3.384
20 Ceará 3.093

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Na partida contra o Flamengo, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro o
maior público do Galo em 2009:
63.285 pagantes.

Monitor de escândalos do congresso em 2010

Em maio de 2009 fiz um post indicando o link para um monitor de escândalos do nosso congresso publicado pelo colunista do portal UOL Fernando Rodrigues. À época eram 53 escândalos, mas 2009 fechou com 108 escândalos.

Em 2010, passados 25 dias já temos 5 escândalos. Acompanhe aí também o:

Monitor de escândalos do congresso 2010.

Os 25 anos dos Engenheiros do Hawaii

25 anos…

Contar o tempo é uma necessidade e nos permite localizar acontecimentos ao longo da vida e nos situar. Dividir o tempo em dias, meses e anos nos permite recomeçar, tentar novamente e seguir em frente. Nos dá a sensação de que estamos caminhando. Vinte e cinco anos é muito tempo. É mais que muitos casamentos e, infelizmente, muitas vidas não chegam a tanto.

Nas últimas 25 voltas da terra em torno do sol vimos nascer a democracia, o voto direto, a nova constituição; o impeachment de um presidente eleito pelo povo. A tecnologia nos permitiu falar de um aparelhinho com qualquer pessoa. O computador saiu da mesa e foi para o colo e até mesmo na palma da mão. Computadores que hoje se comunicam numa rede capaz de transportar informação para o outro lado do planeta: é a web que desconhece fronteiras. Vários gêneros musicais subiram ao topo das paradas de sucesso: lambada, axé, funk, brega, sertanejo. O rock ou pop rock [que considero uma redundância o termo] sempre estiveram presentes em maior ou menor evidência.

Mudou também a maneira de ouvir música. Os vinis, as fitas de áudio e o VHS também foram convertidos em 0 e 1 – em bits, em bytes. A música ficou digital e vieram os CD’s e os DVD’s que rapidamente viraram mp3 e mp4. Hoje os arquivos de música e vídeo transitam pela rede e em alguns cliques chegam ao alcance dos ouvidos e dos olhos por meio de um monte de aparelhinhos eletrônicos.

… dos Engenheiros do Hawaii

A forma de ouvir música parece não ter afetado a maneira de fazer música dos Engenheiros do Hawaii. Talvez por isso o traço ligeiramente conservador da banda. O primeiro show completou 25 anos no último dia 11 de janeiro.

É claro que sou suspeito para falar dessa banda sendo tão fã. Mas ao analisar friamente como quem enxerga no futebol vinte e dois homens atrás de uma bola vejo na banda de Humberto Gessinger particularidades que explicam a carreira sólida em um quarto de século.

Clique aqui e leia mais…

Vídeo institucional Globo Minas

Sempre que me perguntam qual o comercial que eu mais gosto respondo que são dois.

O primeiro é um comercial da Revista Época chamado ‘A semana’.

O outro é um vídeo institucional da Rede Globo Minas quando completou 35 anos. Se não estou enganado a letra era:

Pra chegar ao coração
Desse povo mineiro
Mais que falar com emoção
Há que saber fazê-lo

Há de escavar em busca
De um sentimento profundo
Pedir licença pra mostrar
A imensidão do mundo

Mineirar é tudo isso um pouco
Sempre algo de novo
Mineirar é de todas a mais forte
Das paixões de um povo

Mineirar no sorriso
No olhar
Na forma de ver o todo
Mineirar é há 35 anos
A razão do orgulho da Globo.

 

E agora em 2009, o vídeo instituicional da Globo Minas emplaca o terceiro comercial que não esquecerei. Daqueles que quando são exibidos, me fazem para e assistir:

A música é ‘Simplicidade’ do Pato Fu. Veja aqui.