• Everaldo Vilela.
    Mineiro, 26 anos; Jornalista.
    Na maioria das vezes bem humorado.

    Contato: blog@everaldovilela.com





  • 130 JOGOS
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    28 EMPATES
    33 DERROTAS

    Fez 244 gols e sofreu 150
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    No Maracanã

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Nostalgia: desenhos

Agora a pouco recebi um link com um episódio do Jaspion. Foi o suficiente para desencadear uma sessão nostalgia.

Então vai! Aberturas de desenhos antigos. No fim, um episódio de um desenho que  eu gostava demais: Perdido nas Estrelas.

Os vídeos:

Clique aqui e leia mais…

Há quatro anos: referendo

Em outubro de 2005 um referendo sobre o desarmamento tomava conta dos noticiários e das discussões.

Quatro anos depois a violência está aí e não se fala mais nisso. Ninguém se preocupou em verificar as consequências do referendo e o que mudou de lá pra cá.

Aqui eu comentei sobre as três revistas que na ocasião protagonizaram uma discussão à parte

Vou torcer para o time que sou fã

A “arma secreta” do Galo contra o Fluminense já está a caminho da Cidade Maravilhosa.

Pra cima deles Galo!!!!!

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O Maracanã é o templo maior do futebol. Está cercado por uma mítica e é o cenário de histórias que vão da glória à tragédia nesse esporte das multidões. Acredito que não é só o jogador de futebol que tem vontade de pisar no maior do mundo. Torcedores e apaixonados pelo futebol como eu tem vontade de assistir um jogo no Maraca.

É isso aí. Vou conhecer nesta quinta-feira o maior estádio do mundo.

Uma vontade antiga. E que bom que teremos o Galo em campo!

Tardelli, não precisa ser de placa, eu quero ver gol!

A boa causa das Torcidas Organizadas

No post ‘A morte do torcedor’  eu disse:

As torcidas organizadas de Atlético e Cruzeiro promovem ações sociais. Campanhas para recolher alimentos, roupas, doação de sangue são comuns entre os membros de torcidas organizadas.

É sabido que torcidas organizadas formam alianças. Com isso elas recebem a torcida visitante até com festas/churrascos. Há uma confraternização.

galogremioA Galoucura, maior torcida organizada do Atlético Mineiro, é aliada, por exemplo,  das torcidas do Vasco, Palmeiras e Grêmio. Tal aliança é que permite torcedores do Grêmio circulando tranquilamente entre os torcedores do Atlético MG nos arredores do Mineirão, como pode ser visto na foto.

O engajamento social destas torcidas organizadas está prestes a escrever mais um capítulo.

Está programado para o dia 21 de novembro a primeira Ação Social Nacional de Torcidas Organizadas: Unidas pelo sangue. Neste dia membros de três das maiores organizadas do país  – Galoucura, Mancha Alvi-Verde e Força Jovem Vasco – vão se reunir e dirigir-se  a postos de doação de sangue.

Esta ação reforça o meu pensamento de que o Estado não deve intervir nas Organizadas apenas com a força policial. A capacidade de mobilização e o engajamento de torcedores de futebol pode contribuir, e muito, para diversas frentes desde que explorada com responsabilidade.

Pouca Vogal: um show Grenal

Pouca Vogal é a melhor parceria entre Grêmio e Internacional de que se tem notícia.pvpost

O ambiente estava cercado de expectativas, pois Humberto Gessinger que deu um tempo com os Engenheiros do Hawaii voltaria à cena em BH um ano e quatro meses depois do último show em junho de 2008. E não vinha só. Duca Leindecker também gaúcho da banda Cidadão Quem completaria o duo na nova empreitada dos músicos dos pampas.

Os mais fervorosos fãs dos Engenheiros – ou do Humberto Gessinger – viam com certa desconfiança a parceria inusitada. Vozes, violões, piano, uma bateria tocada com os pés, uma gaita e um bandolim… É muito instrumento pra pouca gente. Estávamos enganados.

Para mim a expectativa era ainda maior porque a banda do Colorado da dupla – Duca Leindecker – eu conheci através de um scrap-spam no orkut. Resolvi conferir e ouvi pela primeira vez Girassóis. Mal eu conhecia a banda e uma parceria de Gessinger e Leindecker pipocava na comunidade dos Engenheiros no orkut. Era ‘A força do silêncio’. O vídeo preenchia a lacuna do tempo dado pelos engenheiros mostrando que Humberto não estava parado. 

Azul e vermelho são as cores do show e também o refrão de uma das canções.

Pouca Vogal é a melhor parceria entre Grêmio e Internacional de que se tem notícia. Nunca em um Grenal teve “gol” que agradasse Gremistas e Colorados. Mas a parceria agrada a gremistas, colorados, atleticanos e cruzeirenses. Na música o tricolor Humberto e o Colorado Duca mostram entrosamento difícil de se ver nos gramados vestindo cores diferentes. As cores? Os ternos riscados de branco gritam as cores polarizadas do futebol gaúcho: o azul e o vermelho.  Os “torcedores”, ou melhor, a platéia viviam a expectativa de um jogo de futebol. Será um jogo morno?

Não tivemos as campainhas como de costume em teatros para anunciar o início do show. Uma voz era o sinal de que ia começar. O apagar das luzes “denunciava” que era chegada a hora.

Uma platéia empolgada e os vultos vermelho e azul são vistos caminhando diante do espocar de flashes das câmeras. Em meio a assobios e aplauos os primeiros acordes de “Depois da curva” marcavam o que seria  fim de toda aquela desconfiança do fã mais fervoroso e aos que, como eu, aguardavam o tão esperado show anunciavam que seria mais um show incrível.

E foi incrível. De arrepiar. Uma platéia sintonizada que interage. E quando a gaita rasgou os primeiros sons de Girassóis foi emocionante. O delírio da platéia ficou por conta de ‘Banco’ quando Humberto disparou: “Deve haver algum time que ainda te emocione!” [no vídeo abaixo]

Parecia que os que estavam no palco e na platéia ocupavam o melhor lugar do mundo naqueles momentos. Naquela hora “a terra era redonda e o centro do universo era BH!”  Todos gostam de estar ali. No palco dois guris que parecem, naquele momento, estar fazendo o que mais gosta – tocar e cantar.

Naquele ambiente colorido de Grenal, carregado de sotaque dos pampas sob aplausos mineiros  parecemos torcedores comemorando um golaço do artilheiro! Alegria 3 a 0!

 

Mais vídeos do show: http://videos.everaldovilela.com

Um registro de um show incrível

Pouca Vogal – BH, 17 out 2009.

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… sobre o show aqui.

Bate-boca de cartolas não tem graça

Há bastante tempo não vejo graça nas provocações dos dirigentes de Atlético e Cruzeiro. É que há muito tempo eu considero o futebol uma coisa muito séria.

As leituras sobre futebol, desde crônicas de escritores famosos até estudos do quanto o futebol interfere em nossa cultura, me fizeram ver como a postura de nossos cartolas beira a irresponsabilidade.

Desde a morte do torcedor Lucas Anastácio Batista no dia 15 de fevereiro não tenho ido ao Mineirão em dia de clássico. Tal acontecimento acirra uma rivalidade que não contribui em nada para o futebol: a guerra das torcidas.

Os clubes deveriam investir pesado na conscientização dos torcedores organizados ou não. A representação máxima de um clube de futebol – seu presidente – deveria se engajar nisso. Como bem fez a diretoria alvinegra ao se reunir com suas organizadas.  Mas o que se vê é exatamente o contrário.

Presidentes batem boca em público e incitam uma rivalidade que deveria se restringir às quatro linhas.

Após o fim do clássico desta tarde Zezé Perrela disparou contra o Atlético com provocações desnecessárias.

O atual presidente do Galo Alexandre Kalil que já se envolveu em polêmicas com suas declarações e provocações teve uma postura absolutamente profissional diante da provocação do rival. Kalil se limitou a falar do jogo em si e ignorou as declarações de Perrela.

A postura de Kalil é exemplar e eu espero que ele continue agindo com profissionalismo. Aliás, é isso que eu espero de dirigentes de clube. Não é brigando com seu torcedor – como fez a diretoria do Santos recentemente, não é desrespeitando o torcedor como fez o presidente do Corinthians no jogo contra o Grêmio.

Cartolas devem lembrar sempre que suas declarações tem efeitos sobre os torcedores e o tom elevado reflete na violência dos estádios.

Felizmente nossos torcedores não chegaram ao grau de violência  como os torcedores do Estrela Vermelha de Belgrado.

Às portas de uma copa do mundo o que se espera dos dirigentes é, pelo menos, profissionalismo.