O protesto: a iniciativa até que foi legal
A Torcida Organizada Galoucura se reuniu no hall de entrada do Mineirão para protestar contra o preço dos ingressos. No microfone da Rádio Itatiaia ao repórter Thiago Reis (Seu nome seu bairro!?) eles explicitaram a razão do protesto: falta de respeito com a torcida na venda de ingressos – em partes eles têm razão. E cobraram da diretoria uma postura pois se o valor dos ingressos foi aumentado onde está o dinheiro? Onde estão os jogadores contratados para reforçar o time?
Com a palavra o presidente: Ziza Valadares
Ziza Valadares no seu legítimo direito de resposta disse que o real motivo do protesto é o não fornecimento de ingressos gratuitos à torcida organizada. Segundo o dirigente, os diretores da Galoucura devem explicações uma vez que ingressos cedidos à torcida eram comercializados assim como os lugares nos ônibus fretados pelo Clube para levar torcedores em viagens quando o Atlético é visitante.
Como se não bastasse, Ziza disse que se a Galoucura pagasse os royalties pelo uso do escudo do Galo em suas camisas aí sim, seria possível fornecer ingressos.
O dirigente ainda disse que não se intimida com ameaças da Galoucura.
A resposta da Galoucura: a confissão do corrompido
O presidente da Galoucura em resposta ao dirigente alvinegro deu, no meu entender, um tiro no pé ao declarar que ele já recebeu de Ziza Valadares dinheiro para confeccionar faixas de apoio ao presidente Ricardo Guimarães – que dirigia o Galo quando o time caiu até o retorno à elite. Teria recibido ainda para gritar o nome do dirigente nas aquibancadas.
Portanto ele confessou ter aceitado dinheiro da diretoria para dirigir a postura da maior torcida organizada do Atlético-MG.
Essa confissão faz ir por água abaixo o maior valor da Galoucura: atitude. Saber que a postura da torcida foi comprada é lamentável.
Reflexos na arquibancada
Dentro do Mineirão muitos (dentre eles eu) sabia o que se passava do lado de fora por estar ouvindo a Itatiaia. A Galoucura começou a “bater de frente” com o restante da torcida – como eles denominam: o povão. O povão vaiou a Galoucura e começou a gritar apoiando o time, abafando os gritos da torcida organizada.
As vaias vieram principalmente no momento em que, hipócritamente a Galoucura começou xingar Ziza Valadares.
O exemplo ali perto
O “racha” na torcida do Galo – povão e Galoucura – vai contribuir em muito para que o já conhecido Movimento 105 minutos se fortaleça. E ele há de fortalecer por não ter, até então, relações financeiras e, principalmente, política com o Clube Atlético Mineiro. A história do movimento, publicada em seu site que será reformulado sendo lançado no próximo dia 08 de juho – www.movimento105.com – já explica:
“Nasce o movimento [105]
O Movimento 105 Minutos surgiu do anseio de resgatar a característica única da torcida alvinegra que é apoiar o time durante todo o jogo. Nosso Movimento não é, nem pretende ser, uma nova torcida organizada. Somos apenas um grupo de atleticanos que têm como objetivo único apoiar o GALO durante os 105 minutos de jogo. Para isto, teremos apenas instrumentos e nosso entusiasmo! Não pretendemos utilizar camisasou faixas que nos identifiquem como torcida organizada.O Movimento foi criado para o ATLÉTICO e para todos os atleticanos. Nosso apoio ao time é incondicional e irrestrito. Faremos todo o possível pelo GALO. Vamos cantar o tempo todo a favor do time. Não vaiaremos jogadores, treinadores e nem outros torcedores em hipótese alguma. Não pediremos jogadores do banco.
Não temos ligação alguma, nem somos contrários a nenhuma torcida organizada, assim como não temos qualquer ligação com grupos políticos do Clube. Nossa atuação se restringe apenas à arquibancada do estádio.
Nosso intuito é apoiar com músicas e gritos que contagiem toda a nossa Gloriosa Massa Alvinegra. Quem quiser se juntar ao movimento, terá que ser atleticano doente e incurável, cantar o jogo todo e estar trajando o Manto Sagrado Alvinegro. Contando com a adesão da Massa ao nosso ideal, a persistência será a nossa Marca.
GALO!!! MUITO, ANTES E ACIMA DE TUDO.”
Muitos criticam há muito tempo a postura da Galoucura dentro do Mineirão. De fato ela é a maior torcida organizada do Galo, entretanto, em muitos momentos ela se acha maior que o próprio Galo. Outros condenam o fato da torcida torcer para ela mesma.
Isso ficou provado na fala de um dirigente da torcida após o jogo. Segundo ele a torcida não cantou o hino. Que a Galoucura fez falta isso ninguém pode negar, mas daí a dizer que a torcida não se manifestou cantando o hino – por exemplo – é muita pretensão porque a torcida cantou SIM.
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muito baum o post everrrraldo, conseguiu sintetizar tudo q aconteceu neste fds tenso e triste…huahuahuhau
pois é… a galoucura se vendeu…:(
eu não fui ao jogo e ouvi as declarações do Gustavo (presindente da tog), e fiquei decepicionado ao ver os argumentos utilizados por ele ao responder Ziza. Ele deixou se levar pela emoção e falou um monte de besteiras. O foco do protesto foi completamente mudado e como consequência teremos uma discussão somente em cima da venda da galoucura, ou melhor do conselho, ou de membros do conselho da Tog.
O q não é de todo mal, e nem menos importante q o preços ingresso, óbvio.
Ele não disse nd do q não sabiamos, mas só de ter saído da boca do diretor da tog já é lastimável a situação da Tog. E o pior, pelas afirmações dele, percebe-se claramente q o “motivo oculto” do protesto era o corte de alguns privilégios da Tog, e isso é oq deixa o torcedor mais desaminado e preocupado em relação à tog.
no mais, o protesto só serviu p/ confirmar de vez oq muitos pensavam sobre a tog, e em contrapartida, os ingressos caros, o tulmuto nas bilheterias, a falta de segurança, a falta de grandes contratações, a má organização, o péssimo atendimento e o sofrimento do torcedor, vão continuar….:(