• Everaldo Vilela.
    Mineiro, 26 anos; Jornalista.
    Na maioria das vezes bem humorado.

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História

Fico impressionado ao notar como a história tem acontecido diante dos nossos olhos e muita gente nem nota.

Capa do jornal Folha de São Paulo em 05/11/2009

A eleição de Barack Obama é manchete de capa do jornal Folha de São Paulo do dia 05/11/2008

Nos tempos de colégio eu lia a história do Brasil em livros didtáticos. Toda a informação ali contida tinha o traço de quem a escreveu, a visão de quem editou aquele texto. Eram poucos os registros em vídeos, fotos ou áudios. Estranhamente aquilo parecia algo muito distante. Daí a surpresa e a expressão atônita diante da naturalidade na qual minha avó Maria falava de Getúlio Vargas, Tancredo Neves e segunda Guerra. Relatos de quem vivenciou a história pelas ondas do rádio e, mais tarde, na TV.

O que estará escrito nos livros didáticos daqui a 50 anos?

Exatamente o que vemos e registramos em um emaranhado de textos, vídeos, fotos, blogs, sites, revistas e jornais em formatos eletrônicos que podem ser guardados na nossa memória ou nos discos rígidos.

Se pararmos para pensar vimos o impeachment de um presidente eleito de forma democrática; O maior atentado terrorista de todos os tempos em 11 de setembro de 2001; O nascer de uma guerra que se arrasta até hoje: guerra com informação e registros circulando em “tempo real”; Vimos o Tetra e o Penta do futebol verde e amarelo aflorando o patriotismo e a crença em um país melhor; Crença alimentada por um operário, um homem do povo assumindo a Presidência da República.

A medicina com o Genoma e as células tronco revolucinando o tratamento de doenças. O sucesso destes avanços pode fazer com que gerações futuras nem saibam que determinadas doenças matavam.

A morte de um papa absolutamente pop que comoveu o mundo e todo o ritual para que o novo representante maior da igreja católica fosse escolhido;

O futebol ganhou ídolos que entrarão para história: Ronaldos, Zidane, Kaká, Cristiano Ronaldo e tantos outros. O mesmo futebol que fez uma Alemanha marcada pela história reaprender a ter orgulho de si mesma sediando uma copa do mundo e mobilizando seus torcedores;

O país que protagonizou a guerra é tomado pela esperança de tempos melhores, tempos de paz. E o mundo saúda Barack Hussein Obama, o primeiro presidente negro da maior potência mundial.

É dos EUA também a mais recente comoção mundial com a morte de Michael Jackson. A vida privada do cantor tantas vezes questionada sucumbe à estrela de Michael que se tornou o maior ídolo pop de que se tem notícia. A música, a dança e o brilho,  a inovação e a atitude do cantor nos palcos e clipes promoveram um marco na música pop. Para as gerações futuras fica a infindade registros deste mito que, na minha opinião, se torna uma lenda da cultura pop.

Eu tive um professor que dizia que nós vivemos a história. Ele tem razão.

Esperanças, guerras, ídolos, modos de vida, tecnologia, perdas e conquistas: a história que as próximas gerações vão ouvir, ver e ler está acontecendo debaixo do nosso nariz e por incrível que pareça tem gente que nem liga pra isso.

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