Pouca Vogal é a melhor parceria entre Grêmio e Internacional de que se tem notícia.
O ambiente estava cercado de expectativas, pois Humberto Gessinger que deu um tempo com os Engenheiros do Hawaii voltaria à cena em BH um ano e quatro meses depois do último show em junho de 2008. E não vinha só. Duca Leindecker também gaúcho da banda Cidadão Quem completaria o duo na nova empreitada dos músicos dos pampas.
Os mais fervorosos fãs dos Engenheiros – ou do Humberto Gessinger – viam com certa desconfiança a parceria inusitada. Vozes, violões, piano, uma bateria tocada com os pés, uma gaita, um bandolim… É muito instrumento pra pouca gente. Não é. Estávamos enganados.
Para mim a expectativa era ainda maior porque a banda do Colorado da dupla – Duca Leindecker – eu conheci através de um scrap-spam no orkut. Resolvi conferir e ouvi pela primeira vez Girassóis. Mal eu conhecia a banda e uma parceria de Gessinger e Leindecker pipocava na comunidade dos Engenheiros no orkut. Era ‘A força do silêncio’. O vídeo preenchia a lacuna do tempo dado pelos engenheiros mostrando que Humberto não estava parado.
Azul e vermelho são as cores do show e também o refrão de uma das canções.
Pouca Vogal é a melhor parceria entre Grêmio e Internacional de que se tem notícia. Nunca em um Grenal teve “gol” que agradasse Gremistas e Colorados. Mas a parceria agrada a gremistas, colorados, atleticanos e cruzeirenses. Na música o tricolor Humberto e o Colorado Duca mostram entrosamento difícil de se ver nos gramados vestindo cores diferentes. Cores? Os ternos riscados de branco gritam as cores polarizadas do futebol gaúcho: o azul e o vermelho. Os “torcedores”, ou melhor, a platéia vivia a expectativa de um jogo de futebol. Seria aquele um jogo morno?
Não tivemos as campainhas como de costume em teatros para anunciar o início do show. Uma voz era o sinal de que ia começar. O apagar das luzes “denunciava” que era chegada a hora.
Uma platéia empolgada e os vultos vermelho e azul são vistos caminhando diante do espocar de flashes das câmeras. Em meio a assobios e aplausos os primeiros acordes de “Depois da curva” marcavam o que seria fim de toda aquela desconfiança do fã mais fervoroso e aos que, como eu, aguardavam o tão esperado show, anunciavam que seria mais um show incrível.
E foi incrível. De arrepiar. Uma platéia sintonizada que interage. E quando a gaita rasgou os primeiros sons de Girassóis foi emocionante. Inexplicável. O delírio da platéia ficou por conta de ‘Banco’ quando Humberto disparou: “Deve haver algum time que ainda te emocione!” [no vídeo abaixo]
Parecia que os que estavam no palco e na platéia ocupavam o melhor lugar do mundo naqueles momentos. Naquela hora “a terra era redonda e o centro do universo era BH!” Todos gostam de estar ali. No palco dois guris que parecem, naquele momento, estar fazendo o que mais gosta – tocar e cantar.
Naquele ambiente colorido de Grenal, carregado de sotaque dos pampas sob aplausos mineiros inebriados de emoção parecemos torcedores comemorando um golaço do artilheiro! Alegria 3 a 0
Mais vídeos do show: http://videos.everaldovilela.com
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