Publicado em Terça-feira, 13 Outubro 2009 por Everaldo Vilela
Há bastante tempo não vejo graça nas provocações dos dirigentes de Atlético e Cruzeiro. É que há muito tempo eu considero o futebol uma coisa muito séria.
As leituras sobre futebol, desde crônicas de escritores famosos até estudos do quanto o futebol interfere em nossa cultura, me fizeram ver como a postura de nossos cartolas beira a irresponsabilidade.
Desde a morte do torcedor Lucas Anastácio Batista no dia 15 de fevereiro não tenho ido ao Mineirão em dia de clássico. Tal acontecimento acirra uma rivalidade que não contribui em nada para o futebol: a guerra das torcidas.
Os clubes deveriam investir pesado na conscientização dos torcedores organizados ou não. A representação máxima de um clube de futebol – seu presidente – deveria se engajar nisso. Como bem fez a diretoria alvinegra ao se reunir com suas organizadas. Mas o que se vê é exatamente o contrário.
Presidentes batem boca em público e incitam uma rivalidade que deveria se restringir às quatro linhas.
Após o fim do clássico desta tarde Zezé Perrela disparou contra o Atlético com provocações desnecessárias.
O atual presidente do Galo Alexandre Kalil que já se envolveu em polêmicas com suas declarações e provocações teve uma postura absolutamente profissional diante da provocação do rival. Kalil se limitou a falar do jogo em si e ignorou as declarações de Perrela.
A postura de Kalil é exemplar e eu espero que ele continue agindo com profissionalismo. Aliás, é isso que eu espero de dirigentes de clube. Não é brigando com seu torcedor – como fez a diretoria do Santos recentemente, não é desrespeitando o torcedor como fez o presidente do Corinthians no jogo contra o Grêmio.
Cartolas devem lembrar sempre que suas declarações tem efeitos sobre os torcedores e o tom elevado reflete na violência dos estádios.
Felizmente nossos torcedores não chegaram ao grau de violência como os torcedores do Estrela Vermelha de Belgrado.
Às portas de uma copa do mundo o que se espera dos dirigentes é, pelo menos, profissionalismo.
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Publicado em Quarta-feira, 7 Outubro 2009 por Everaldo Vilela
Algumas pessoas tem excelência em ser pessimista. Eu não estou falando aqui da teoria do copo meio cheio ou meio vazio. Não é mera questão de ponto de vista. É um amargo ‘espírito’ negativo de visão turva e direcionada incapaz de enxergar o lado bom das coisas ou mesmo a possiblidade de algo dar certo.
É essa gente que parece andar na contramão do que queremos e desejamos e que tem na ponta da língua uma palavra deagradável para desferir em um golpe certeiro na sua motivação.
Há quase dois anos quando resolvi saltar de paraquedas encontrei um monte de gente um pouco assim: gente que só via o risco de morte caso o equipamento não funcionasse. Havia uma outra parcela de pessoas que viam a aventura como algo desnecessário. Poucos levaram em conta o fato de que era algo que eu queria muito. E uma pequena parte que apoiava a ideia*: penso que estes entenderam que aquilo significava muito mais que uma aventura.
Os pessimistas de plantão deram origem ao que costumamos chamar de olho gordo. Essa gente que te puxa para baixo não está com nada.
Por isso que muita gente não costuma revelar seus planos para os que o cercam. É um mecanismo de defesa talvez. Não contando o que se pretende fazer nos poupa da amargura pessimista.
Eu acredito muito no pensamento positivo. Não me refiro aqui à ilusão de que tudo vai dar certo. Mas a gente tem que querer, sim, que as coisas dêem certo. É o primeiro passo para ter sucesso no que se pretende.
O risco existe sempre e não pode ser ignorado. A razão também tem seu lugar. É óbvio que no dia que saltei eu sentia medo. Mas o medo é natural. O “agouro” não.
Não se deixe abater pelos amargos.
É como ir ao estádio torcer para o seu time de futebol: há o risco da violência, há o transtorno da compra de ingresso, o cambista e o flanelinha. Seu time pode perder ou empatar. Mas você vai ao estádio porque quer ver o seu time vencer. O pessimista irá lembrá-lo o tempo todo do flanelinha, do cambista e da derrota. É que ele nunca deve ter experimentado o gostinho de um gol da vitória aos 46min do segundo tempo divido com milhares de vozes cantando em uníssono: ♫ vou festejar, vou festejar ♫ .
*é a primeira vez que consigo escrever essa palavra sem acento.
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Publicado em Domingo, 4 Outubro 2009 por Everaldo Vilela
Próximo da marca de 1 milhão de torcedores Galo peca pelos empates no Mineirão
No futebol, fazer o dever de casa é o primeiro passo para qualquer time que almeja chegar em algum lugar.
O Atlético-MG jogando no Mineirão perdeu apenas três jogos nesta temporada.
O problema é que foram derrotas cruciais: duas para o Cruzeiro no campeonato Mineiro – uma decidicindo o título e uma derrota para o Goiás, adversário direto neste Brasileirão.
Se considerarmos três pontos a vitória e o empate um ponto, o aproveitamento do Galo em casa em 2009 é de 67%. Foram 28 jogos: 17 vitórias, 8 empates e 3 derrotas. Segue a lista dos 28 jogos.
| Data |
Mando |
GP |
X |
GC |
Adversário |
R |
Público |
| 25/jan |
Galo |
0 |
x |
0 |
América-MG |
E |
35.342 |
| 11/fev |
Galo |
4 |
x |
1 |
Uberaba |
V |
6.703 |
| 15/fev |
Galo* |
1 |
x |
2 |
Cruzeiro |
D |
47.803 |
| 21/fev |
Galo |
2 |
x |
0 |
Rio Branco |
V |
9.516 |
| 28/fev |
Galo |
4 |
x |
0 |
Uberlândia |
V |
24.198 |
| 22/mar |
Galo |
2 |
x |
1 |
Villa Nova |
V |
38.108 |
| 8/abr |
Galo |
6 |
x |
0 |
Uberaba |
V |
40.542 |
| 12/abr |
Galo* |
2 |
x |
0 |
Rio Branco |
V |
27.702 |
| 18/abr |
Galo |
1 |
x |
0 |
Rio Branco |
V |
30.027 |
| 23/abr |
Galo |
2 |
x |
0 |
Guaratinguetá |
V |
28.799 |
| 26/abr |
Galo* |
0 |
x |
5 |
Cruzeiro |
D |
47.489 |
| 3/mai |
Galo |
1 |
X |
1 |
Cruzeiro |
E |
38.186 |
| 6/mai |
Galo |
3 |
x |
0 |
Vitória |
V |
9.094 |
| 16/mai |
Galo |
2 |
x |
1 |
Grêmio |
V |
17.263 |
| 30/mai |
Galo |
0 |
x |
0 |
Santo André |
E |
23.673 |
| 14/jun |
Galo |
3 |
x |
0 |
Náutico |
V |
40.820 |
| 5/jul |
Galo |
1 |
x |
1 |
Botafogo – RJ |
E |
48.651 |
| 16/jul |
Galo |
2 |
x |
0 |
São Paulo |
V |
54.214 |
| 23/jul |
Galo |
2 |
x |
1 |
Fluminense |
V |
55.713 |
| 26/jul |
Galo |
0 |
x |
1 |
Goiás |
D |
50.991 |
| 2/ago |
Galo |
3 |
x |
2 |
Coritiba |
V |
26.179 |
| 12/ago |
Galo |
1 |
x |
1 |
Palmeiras |
E |
51.532 |
| 20/ago |
Galo |
2 |
x |
2 |
Avaí |
E |
18.567 |
| 26/ago |
Galo |
1 |
x |
1 |
Goiás |
E |
2.197 |
| 30/ago |
Galo |
1 |
x |
1 |
Sport |
E |
19.783 |
| 13/set |
Galo |
2 |
x |
1 |
Atlético PR |
V |
33.597 |
| 27/set |
Galo |
3 |
x |
1 |
Santos |
V |
36.294 |
| 3/out |
Galo |
2 |
x |
1 |
Barueri |
V |
44.707 |
GP – Gols Pró; GC – Gols contra; * jogos no Mineirão com mando de campo dos adversários |
EMPATES AMARGOS
O aproveitamento em casa só não é melhor por causa dos 8 empates nesta temporada. No Brasileirão o time poderia ocupar posição ainda melhor se não fosse os 5 placares igualados em casa contra Santo André, Botafogo, Palmeiras, Avaí e Sport. Os outros empates na temporada foram contra América e Cruzeiro no campeonato MIneiro e Goiás pela Sul Americana.
GOLS
Nos 28 jogos o Galo marcou 53 gols. Média de 1,89. Sofreu 24, média de 0,84.
COM A FORÇA DA MASSA
O Galo está próximo de alcançar a marca 1 milhão de torcedores nesta temporada.
Somando o público de todos os jogos listados acima (inclusive os jogos com mando de campo dos adversários) foram 907.690 torcedores. Média de 32.427. Tirando os três clássicos contra o Cruzeiro o número total de torcedores é de 774.212 e a média 30.968.
O menor público foi no empate em 1 a 1 contra o Goiás pela Sul Americana: 2.197 torcedores. Este é um dos jogos que eu não estava no estádio este ano.
O maior público do ano foi na vitória por 2 a 1 contra o Fluminense: 55.713 pagantes.
Abaixo o vídeo que fiz deste jogo:
PÉ FRIO EU?
Veja aqui os jogos que estive presente no estádio em 2009.
23 jogos:
17 vitórias, 05 empates e 1 derrota. 49 gols comemorados e 16 lamentados.
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Publicado em Terça-feira, 29 Setembro 2009 por Everaldo Vilela

Foi publicado hoje no jornal Diário de Pernambuco o texto que fiz sobre a belíssima Praia dos Carneiros que visitei no último mês de maio em Tamandaré – Pernambuco.
O texto aqui.
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Publicado em Quarta-feira, 23 Setembro 2009 por Everaldo Vilela
O título acima é o mesmo do texto de Maurício Lara, ex-professor da PUC Minas e colunista do jornal Estado de Minas no site Embrião. Cheguei ao texto através do twitter do prof. Caio.
Destaco do texto, que pode ser lido aqui, um trecho:
O diploma de jornalista nada mais é do que a coroação de um processo que começa na infância, até de forma inconsciente, para chegar à escolha do curso e da profissão. Jornalista que se preza não resolve ser isso na vida de uma hora para outra. Dentro de casa, dá para saber qual menino tem em sua alma esse dom, quando ele atende ao telefone e anota os primeiros recados para a mãe e o pai.
O texto me fez lembrar do que eu escrevi quando eu tinha onze anos. Aqui e aqui.
Me identifico muito com esse texto.
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Publicado em Quinta-feira, 17 Setembro 2009 por Everaldo Vilela
A BHTRANS deu o nome de ‘especiais’ aos novos abrigos nos pontos de ônibus da capital. Segundo a empresa o objetivo é proporcionar mais conforto ao usuário nas calçadas estreitas.
Puro engano. Os novos abrigos tem uma barra para encosto no lugar do banco. Com isso o usuário tem que aguardar o ônibus em pé encostado na barra.
Veja nas fotos abaixo o antigo e o novo abrigo.

Compreendo que o novo abrigo tenha sido projetado para calçadas estreitas, mas nada justifica a barra para encosto.
Ainda que a calçada seja estreita, o teto não prejudica a circulação dos usuários. Imagine como ficará protegido da chuva o usuário que estiver sob o minúsculo teto do novo abrigo.
E os de estatura menor? Na altura que a barra foi coloada, muitos mais baixinhos terão dificuldade. Imagine então os idosos.
É bom lembrar que nos abrigos antigos havia encosto para o assento.
Mas o melhor mesmo é o piso podotátil. Utilizado para orientar deficientes visuais o piso podotátil (ou tátil) instalado no abrigo é o piso de alerta formado por pequenos troncos de cones (bolinhas, numa linguagem simplista) serve para alertar sobre as mudanças de direção, desníveis e na proteção de obstáculos ou barreiras arquitetônicas.
Ótimo. Politicamente correto. Agora pede o sujeito que pensou no piso podotátil para colocar a mão do deficiente visual no encosto do banco do abrigo (como deve ser feito) para que o deficiente aguarde seu ônibus sentado.
Francamente, o sujeito que inventou aquela barra nos abrigos de ônibus deveria aguardar um ônibus ali quinze minutos – nem precisa esperar o ônibus chegar já que muitas linhas demoram bem mais que isso.
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Publicado em Segunda-feira, 14 Setembro 2009 por Everaldo Vilela
Em 2006 eu comentava aqui no blog sobre o jornal O Globo que engrossava a fila dos grandes jornais que publicavam fielmente suas páginas impressas em formato digital.
Hoje, três anos depois, é a vez da Folha de São Paulo lançar sua versão digital.
Eu já leio a versão online que reproduz com fidelidade o texto impresso.
Com a versão digital, as fotos, imagens, tirinhas e charges podem ser vistas além, é claro, de podermos folear as páginas do jornal.
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