Nesta página, todos os posts, em ordem cronológica, contando como foram os dois saltos de pára-quedas que fiz. As fotos podem ser vistas no orkut e algumas no flickr – os links estão na barra à esquerda.
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Em 1995, no colégio, eu dizia aos colegas que um dia ia ‘pular’ de paraquedas.
E este dia chegou:
1º SALTO- 16/12/2007
Let’s go jump?
O salto – será que vai?
Pior parte: o metrô de São Paulo. Não que ele seja ruim, mas um problema na via atrasou as viagens sem previsão de normalização. Resultado: meia hora para comprar um blihete, linha de bloqueio fechada, plataforma completamente lotada. Isso às 07h40 da manhã. 11h eu embarquei confortavelmente.
Já em Boituva a preocupação: o tempo! Está muito nublado e a cidade vem de três dias de chuva. ![]()
Ajuda aí São Pedro!
Céu de brigadeiro
Que continue assim.
Falta pouco
Faltam aproximadamente 12h para o salto.
O dia inteiro você ouve o barulhinho de bimotor sobrevoando a cidade. De repente, surgem “saquinhos de chá” caindo do céu.
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[modificado] Fotos do salto de paraquedas
Faço minhas as palavras do Fenando Meligeni:
A [longa?] história de um salto de paraquedas
No orkut, mais de 250 mil pessoas querem fazer isso: saltar de para-quedas. Eu era uma dessas pessoas. Era…
A VONTADE
Quem me conhece há bastante tempo já deve ter ouvido eu dizer que tinha vontade de saltar de para-quedas. Coisa lá dos tempos da 5ª série. Não pelo ato heróico, muito pelo contrário, até porque não há heroísmo em jogo. Mas sim pela vontade de experimentar a sensação de liberdade total e absoluta de literalmente voar. Cair sem medo de esborrachar, com o chão longe, muito longe. Queria voar por alguns instantes.
A OPORTUNIDADE
De férias da faculdade e do trabalho decidi que iria nesses dez dias “fugir” de Belo Horizonte. De repente aquela idéia junto com a vontade lá da 5ª série surgiu: vou saltar de pára-quedas. Onde? Como? Com quem? O que eu preciso? …
PLANEJANDO
ONDE? Divinópolis? Juiz de Fora?… olha aqui, olha ali… Boituva? Que isso?…
Preço aqui. Site acolá… Boituva é uma boa hein… Ok: Boituva – interior de São Pauo.
Tá, mas quanto vou gastar? Tem hotel? Fica perto? Como chego lá? Internet!!! viva!!!
Site de mapas, de rodovias, rodoviárias, empresas de ônibus, turismo, site da prefeitura da cidade… Orkut! Comunidade da cidade ora! Ninguém melhor que seus moradores para dizer o que tem por lá. Mensagem aqui, mensagem ali… Uma moradora muito gentil fornece números de telefone dos hotéis, dá dicas e por aí vai…
Ligo dali, daqui: para o hotel, para a escola de salto que escolhi, reserva no hotel…
Opa! Hotel resevado, roteiro traçado, salto agendado: arruma as malas e vai!!
O ROTEIRO – Traçado e seguido dentro do possível: Sai na quinta-feira às 23h30 de Belo Horizonte para São Paulo. Desembarca no Terminal Tietê às 07h20.
Próxima etapa: Metrô! Da estação Tietê até a Sé, nesta, vai para a linha vermelha e pega o metrô até Barra Funda.
Imprevisto! Um problema na via atrasa as viagens do metrô de São Paulo sem previsão de retorno.
Imprevisto! Um frio de rachar. A solução é ir até um shopping do outro lado do rio Tietê e comprar uma blusa já que o cidadão aqui não levou agasalho na bagagem.
Ali pelas 11h tudo resolvido! Embarco no metrô e desembarco no terminal da Barra Funda. Perguntando é claro! Sem essa de ’seguir o fluxo’, pois em SP o fluxo segue por todas as direções.
No terminal a passagem para Boituva – a famigerada cidade. Com a viagem marcada para as 12h30 vou até uma lan house do terminal para enviar mensagens avisando que está tudo bem, afinal, minha operadora apesar de oferecer torpedo gratuito via web não tem cobertura na maior metrópole do país e o roaming além de ser caro simplesmente não é uma maravilha no funcionamento.
Mas a lan house também não é uma maravilha no seu funcionamento. A internet vai para o limbo em três minutos de uso. Como o metrô, sem previsão para voltar. Só depois fui reparar que a Lan house se chamava TILTARENA. TILT? Aqui em BH o significado de Tilt não é dos melhores.
Às 12h30 embarco em direção à Boituva. Já no caminho, vi meus planos irem por água abaixo, lieteralmente. Chovia. Tempo completamente nublado.
Com fé fui para o hotel. Chegando lá, soube que chovia na cidade há três dias. Como de psicólogo, meteorologista e louco todo mundo tem um pouco, deduzi que o tempo melhoraria. O mesmo fez o recepcionista do hotel. Eu na verdade torcia e não previa.
Sábado 15/12 – 09h
Na recepção do hotel, que tem um teto ’solar’ vejo o céu completamente azul. O recepcionista já avisa: “o tempo abriu meu jovem”. Melhor impossível.
Andando pela cidade era possível ouvir o barulho do monomotor ao longe. Era possível ver também os “saquinhos de chá” caindo do céu.
DOMINGO – O DIA!
Acordei muito cedo [06h30]. Tomei o café no hotel e não esperei. Fui para o CNP – Centro Nacional de Paraquedismo. Até me aprontar e dar uma voltinha na cidade levei um tempo. No CNP cheguei às 08h10. Enfim, havia chegado a hora!
O VÍDEO DO MEU 1º SALTO DE PARAQUEDAS
Sem palavras… Sensacional!!
E aí?? Topa ou não topa!?
“Primeiro, voce despenca em menos de um minuto a mil por hora. Depois fica no ar, que nem um saqinho de chá, apreciando a paisagem. A sensação e única, incrível.”
Depois conto com calma como foi.
Tentando explicar [como foi] o salto de paraquedas
Confesso. Não tenho tido outro assunto. Ou se tenho, ele é coadjuvante. Mas o salto não é um assunto. É uma história. Daí a repetição.
Uma coisa é certa: nos próximos 24 anos da minha vida terei sensações melhores ou piores que a do salto – iguais jamais.
Vou tentar agora descrever o salto de pára-quedas:
Domingo, 16 de dezembro de 2007 – 08h10Eu chego ao Centro Nacional de Pára-quedismo, em Boituva –SP.
Rapidamente o olho percorre o local tentando reconhecer o que havia visto em fotos. Tudo se confirma. Em meio a várias escolas busco a Escola Nacional de Pára-quedismo. Encontro o prédio amarelo e entro devagar, mineiramente. Sou recebido por um sujeito que procura a atendente. Ela vem com o café da manhã em mãos e cumprimenta. Eu me identifico. Ela sabe de quem se trata.
Logo surge Ronaldo. Dono da escola. Ele já sabe que estou por ali, me cumprimenta e dá as boas vindas. A essa altura observo os pára-quedas pendurados assim como os macacões. As fotos penduradas em quadros. Sou interrompido por Ronaldo que pergunta se estou preparado: quase automaticamente respondo que sim.
Vivi, a atendente, começa então e me falar sobre o salto duplo. Como é feito. Um vídeo é exibido no monitor de plasma que momentos antes iniciava a transmissão da final do mundial de clubes entre Milan e Boca Jr. Eu vejo o vídeo e ali aumenta a vontade de saltar logo e experimentar a sensação de despencar céu abaixo.
Neste exato momento começa um medo. O pior deles. O medo de ter medo. O medo de chegar na hora ‘H’ e desistir ou pipocar, como disse o amigo xuBs.
Vivi parece adivinhar o medo e conta sobre os momentos incômodos do salto. Segundo ela quando o avião abre a porta a 12000 pés de altura é o pior momento.
Eu então me preparo. E começo a pensar no quanto eu “andei ” para chegar até aquele momento. Deveria então fazer jus ao momento e aproveitar cada segundo. Vivi então me alerta: em queda livre não há medo. E quando estive caindo, esquece da vida e aproveita, vai ser incrível.
Um casal chega até a escola. Ela falando português, ele portunhol. Ambos me cumprimentam. Ronaldo chega e os cumprimenta também. É Rodrigo, um venezuelano e sua namorada [ou esposa?].
08h45 – O sistema de som do clube anuncia que a pista está liberada, ou seja, a partir daquele momento o avião irá ao céu “despejar seus tripulantes”.
Ronaldo me faz uma pergunta: Quer saltar agora? – O salto estava agendado para 10h.
Sem pestanejar respondo que sim. E neste momento inicia-se de fato o salto. Vou vestindo o macacão pensando ininterruptamente no que está por vir. O coração já bate acelerado. Entro em um estado de euforia ou alucinação – sei lá… O venezuelano Rodrigo prepara o equipamento. Checa o pára-quedas e, depois da brincadeira de que se tratava de um instrutor paraguaio Ronaldo me explica que ele é venezuelano e extremamente experiente. Beleza!
Caminhamos pelo clube até a pista. No meio do trajeto uma repassada nas instruções e um recado para o vídeo do salto: só me recordo da galera que torceu e de quem ficou rezando.. [rsrs] termino com um recado para o xuBs, que apoiou desde o início e que naquela hora o recado vinha a calhar: não pipocar, era o medo de ter medo.
Fomos para a pista. Entro no avião que segue pela pista acelerando. De repente sai do chão. Uma sensação horrível de que o corpo quer ficar no chão ainda… logo o grito da turma abafa e faz entrar no clima. O avião vai subindo… subindo… O aviso dentro do avião alerta para checar os equipamentos e como último toque diz: “DIVIRTA-SE”.
De repente as nuvens ficam sob o avião. É uma visão incrível: um céu azul. Uma espécie de relógio que monitora a altura segue se movendo. Sou orientado a colocar os óculos. Chegou a hora!!!
O marcador atinge os 12000 pés. Uma sirene soa dentro da aeronave. Um pára-quedista abre a porta do avião. Olho lá fora e vejo as nuvens lá em baixo… a cidade em miniatura. A sirene prossegue. De repente pára, uma luz verde se acende. Estamos liberados. O sujeito que abriu a porta salta de costas para o nada… ouço um barulho de vento rasgando o ar…
Vamos! Avisa o instrutor que me acompanha. Caminho lentamente para a porta do avião. O coração parece sair pela boca. Penso: chegou a hora! Fico praticamente pendurado na porta aguardando o salto… De repente o pé sai da aeronave – saltou!!!!!! O céu e a terra viram rapidamente: o céu vai para baixo e a terra para cima… voltando ao normal, quando me dou conta estou caindo. Um paredão de vento e o mundo lá em baixo.
Muitos perguntam se o coração acelerou e se não tive dificuldade para respirar: sinceramente. Não sei se o coração bateu. Nem lembro se respirei – isso é como pedir para verificar se o gandula comemora gol – na hora da emoção do gol ninguém olha o gandula. 
A sensação é indescritível. Estou voando. São 45 segundos assim… caindo a mil por hora. Ouço um barulho e me lembro do paraquedas. Ele se abre. O paredão de vento que faz um barulhão dá lugar ao barulho semelhante ao de uma brisa. O corpo que descia deitado fica de pé. Começo a voar… desta vez de forma branda. Observo a cidade em miniatura lá em baixo. O instrutor conversa… sigo voando… Ele desprende uma trava na região da bacia e fico ainda mais solto no ar… vamos descendo devagar…
Chegamos ao chão. De imediato levanto eufórico, cumprimento a todos… começo a caminhar e fico tonto. Ronaldo avisa que isso é normal – afinal, sai de 3600metros de altura e cheguei ao chão em poucos minutos – não estou acostumado.
Zonzo, eu me deito na grama e fico olhando o céu. Céu de onde despenquei a poucos instantes. Fico viajando por alguns minutos… acho que a alma ainda estava descendo… Levanto e sigo caminhando completamente passado, bobo com o que acaba de acontecer… É a missão cumprida… o sonho realizado.
Como costumam dizer a quem salta de pára-quedas: BEM VINDO À TERRA!
Veja aqui o vídeo do salto
Jovens e pára-quedismo
Está no caderno Folhateen – da Folha de São Paulo hoje.
Clique no título para ver o post completo.
2º SALTO- 06/07/2008
06…07…08…
É dia 06/07/08 o meu segundo salto de paraquedas. Daqui a pouco pego a estrada.
“Quando tiveres provado a sensação de voar, andarás na terra com os olhos voltados para o céu, onde esteve e para onde desejarás voltar”
Leonardo da vinci
Breno, Everaldo, xuBs e o salto
O 2º SALTO DE PARAQUEDAS
Igualmente inexplicável… desta vez fui com a camisa do Galo.
Atleticano no céu e na Globo
Para quem não viu aí está a matéria feita comigo pela Rede Globo para o MG TV 2ª edição.
A expectativa do torcedor atleticano aqui para o clássico na véspera do aniversário










[...] Saltos de pára-quedas [...]
muito legal essas fotos